IA Está Gerando Lucro ou Apenas Ilusão? A Verdade Que o Mercado Evita Dizer
Cultura e IA: Por Que 95% das Iniciativas Não Geram Retorno?
A inteligência artificial deixou de ser promessa. Ela já funciona. Os modelos são poderosos, a infraestrutura é robusta e os investimentos são bilionários. Ainda assim, a maior parte das empresas não consegue transformar IA em resultado financeiro concreto.
Recentemente, Cesar Gon, CEO da CI&T, provocou o mercado com uma pergunta incômoda: “Quem está alucinando agora?” — sugerindo que o entusiasmo coletivo pode estar mascarando uma realidade desconfortável.
Segundo ele, 95% das iniciativas de IA não geram retorno mensurável.
A tecnologia funciona.
As organizações, nem sempre.
A Síndrome da “Roupa Nova do Rei”
Hoje, no topo do mercado tech:
Empresas trilionárias investem centenas de bilhões em infraestrutura e modelos fundacionais.
A expectativa é de captura estrutural de valor.
A conta será paga — direta ou indiretamente — pelo mundo corporativo.
Mas no chão das organizações, o cenário é diferente:
Projetos piloto que não escalam.
Falta de integração com processos críticos.
Ausência de métricas claras.
Iniciativas isoladas em departamentos.
O problema não é o algoritmo.
É o sistema organizacional.
A Cultura Come a IA no Café da Manhã
Em relatório publicado pela CI&T em parceria com a MIT Sloan Management Review Brasil, o diagnóstico é claro:
Transformação tecnológica sem transformação cultural é desperdício de capital.
Cultura organizacional envolve:
Tomada de decisão baseada em dados.
Tolerância a experimentação.
Liderança alinhada à inovação.
Estrutura de governança clara.
Capacidade de execução transversal.
Sem esses elementos, a IA vira:
Ferramenta isolada.
Iniciativa de marketing.
Projeto de inovação simbólica.
E não motor de crescimento.
O Erro Estratégico Mais Comum
Muitas empresas perguntam:
“Onde podemos usar IA?”
A pergunta correta é:
“Em qual processo a IA gera valor mensurável?”
A diferença é brutal.
Uso superficial:
Chatbots sem impacto em redução de custo.
Automação que não altera margem.
Análises preditivas que não influenciam decisão real.
Uso estratégico:
Redução concreta de churn.
Aumento mensurável de conversão.
Otimização operacional com impacto em EBITDA.
Escala de personalização que amplia receita.
Sem métrica, não há ROI.
Sem ROI, não há estratégia — apenas entusiasmo.
A Fase Adulta da IA
Estamos migrando de uma fase de encantamento tecnológico para uma fase de responsabilidade econômica.
O mercado agora exige:
Indicadores claros.
Governança.
Accountability.
Execução disciplinada.
O debate deixou de ser “se” a IA vai transformar o mundo.
A questão agora é quem está preparado para capturar valor real dessa transformação.
O Papel da Liderança
O maior bloqueio não é técnico. É humano.
A liderança precisa:
Definir prioridades estratégicas claras.
Vincular IA a metas financeiras.
Reestruturar processos antes de automatizá-los.
Desenvolver alfabetização digital em todos os níveis.
Sem isso, a IA amplia ineficiências em vez de resolvê-las.
Conclusão: Ainda Dá Tempo de Vestir o Rei?
A provocação feita no artigo publicado no Valor Econômico é pertinente.
A IA não é ilusão.
Mas o discurso corporativo pode ser.
A vantagem competitiva não estará em quem adota mais ferramentas.
Estará em quem consegue:
Integrar tecnologia à estratégia.
Medir impacto real.
Ajustar cultura.
Escalar execução.
No fim, a revolução da IA não será tecnológica.
Será organizacional.
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